Texto meu que não foi pro ar mais que eu gostei...
Quem abre a pagina do internet Explorer abre também as portas para um universo de informações ilimitadas. Navegando nessa rede tudo é possível.
Tudo mesmo.
Desde encontrar as mais raras obras de filosofia ou visitar on-line o museu do Louvre até mesmo se deparar com a propaganda nazista ou vídeos de exploração sexual infantil.
A possibilidade do anonimato e a falta de legislação específica para o mundo virtual favorecem a proliferação de sites, blogs e comunidades que abordam temas criminosos ou moralmente condenáveis.
Um dos casos mais recentes e preocupantes é o Bum das páginas que estão difundindo on-line a prática da auto-hemoterapia. Um tratamento ilegal e sem comprovação cientifica que consiste na injeção do sangue do próprio paciente em seus tecidos musculares com a promessa de cura ou alívio dos sintomas de doenças sérias. Apesar do alerta da Anvisa de que a prática além de ilegal poderá causar reações adversas, pacientes continuam abandonando os tratamentos convencionais e adotando a terapia por influência dos relatos lidos na internet.
Outra rede criminosa que habita a internet é a de pedofilia. Apesar de, a inserção de material de conteúdo sexual envolvendo menores na rede já ser considerado crime, as denúncias de pedofilia continuam a crescer de forma assustadora em todo o mundo. De DOIS MIL até DOIS MIL E SETE, no Brasil, país que está entre os primeiros no ranking da pedofilia, foram abertos QUATROCENTOS E SESSENTA E UM inquéritos referentes à pornografia infantil na internet.
Outro tema corrente no mundo virtual e que é motivo de preocupação é a propaganda ultranacionalista on-line que vem dando força aos movimentos neonazistas, dos skinheads, White-powers e nazi-skins. Os sites, que pregam o preconceito racial e sexual além da xenofobia e da apologia à violência são facilmente encontrados em uma pesquisa no google e não se limitam a pregar filosofias.
Na maioria deles há mensagens de incitação a ações criminosas. Em um dos sites o slogan, em caixa alta e letras vermelhas, chama a atenção: “Não se limite, produza! Somos Nacional-Socialistas. Não precisamos de guerreiros virtuais e sim de soldados políticos e cidadãos arianos honrados e conscientes de sua herança racial.” No mesmo site ainda há o deboche à ação das autoridades contra esse conteúdo na rede. “ Na tentativa de impedir a disseminação da VERDADE a CENSURA JUDAICA poderá em breve obrigar os provedores de acesso à internet a bloquearem o acesso de seus usuários. Frente a esta ameaça criamos um tutorial explicando como ludibriar o bloqueio ao acesso.”.
Tão preocupante quanto a veiculação de tais mensagens é a das instruções de como cometer a violência que elas incitam. Basta digitar explosivos na procura por comunidades do orkut que qualquer um pode ter acesso as receitas de bombas de gás, de cloro ou napalm entre outras armas.
Foi essa facilidade em conseguir informação que possibilitou a Eric Harris e Dylan Klebold, dezessetes E dezoito anos respectivamente, a produção das TRINTA bombas caseiras que fizeram parte do arsenal que a dupla utilizou para ferir gravemente vinte e três pessoas e matar outras QUINZE, incluindo eles próprios, no massacre da escola de Columbine nos Estados Unidos.
E como se tudo isso não bastasse, a banalização dessa violência na internet ainda agrava a situação, não creditando a devida seriedade aos fatos. Está disponível para download o jogo Super Columbine Massacre RPG, que recria o massacre sob a perspectiva dos dois adolescentes. O conteúdo do jogo deriva das cenas de vídeo do acontecimento e do diário dos protagonistas do crime. O criador, Danny Ledronne, declarou ainda que se esforçou para dar um ar de verossimilhança ao game.
5.5.07
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Um comentário:
Isso me lembra quando a gente entrava no mirc e vinham uns true metallers from hell seguidores de Varg e ficavam fazendo propaganda nazista no canal.
Tá descontrolado isso, internet não tem fronteiras, não tem delimitação de forma que é difícil controlar qualquer tipo de site.
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